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Pessach

“Pessach” é a festa que comemora a passagem do povo de Israel do Egipto para a terra prometida. É a festa da libertação, da lembrança da servidão e do sacrifício.

“Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. Naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do Senhor. Porque naquela noite passarei pela terra do Egipto, e ferirei todos os primogénitos na terra do Egipto, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egipto executarei juízos; eu sou o Senhor. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egipto. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Ide e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a Páscoa.” 
(Excertos de Êxodo capítulo 12:3-21)

A festa da Páscoa é um prenúncio profético: o Messias, o cordeiro puro, haveria de ser imolado para que o sangue servisse para expiar de uma vez por todas os pecados do povo. É por isso que, para que se cumprisse a escritura, Jesus morreu na Páscoa.

A Páscoa judaica é celebrada com um cordeiro, sem defeito e com pão sem fermento.

“Fermento” em linguagem bíblica significa “pecado”. A Páscoa, é portanto uma época para reflectirmos sobre a nossa vida e permitirmos que pela fé, através do cordeiro imolado, possamos alcançar libertação.

A ordem de celebrar a Páscoa com os lombos cingidos, sandálias nos pés, cajado mão e ingerida à pressa, é para lembrar que assim como o povo de Israel deveria estar preparado para partir do Egipto, também nós devemos estar sempre preparados para a peregrinação.

O apóstolo Paulo desafia-nos a celebrar a Páscoa com um coração puro: Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade.” I Coríntios 5:7,8.

Portanto, ovos de Páscoa, folares, amêndoas e coelhos de chocolate, não servem senão para satisfazer o nosso paladar, alimentar o comércio e distrair-nos daquilo que realmente é a Páscoa.