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Visão
refrescada.
A palavra
"visão" significa literalmente a capacidade ver as
coisas que são visíveis mas também pode expressar um
competência invulgar de discernimento ou percepção, ou a
capacidade de visualizar um projecto nunca antes visto
ou aparentemente impossível.
Se nos
referirmos a alguém como um "visionário" constatamos que
se trata de alguém com uma capacidade extraordinária de
produzir algo que nunca ninguém viu antes acontecer, ou
realizar.
Suponhamos que
um empresário tem em vista um negócio. Concebe a ideia e
começa a concretizá-la, mas a meio do percurso percebe
que tem limitações humanas pessoais que o impede de
realizar a sua "visão". Nem tem dúvidas de que é um bom
projecto e que no fim ele vai ser extremamente
lucrativo. Convoca então diversos peritos em diversas
disciplinas, partilha com eles os princípios da sua
visão e diz-lhes que no fim o resultado será aquele. Os
peritos não podem mudar a visão. Vamos então dizer que
aqueles peritos foram chamados apenas para a refrescar a
visão, introduzindo-lhe algumas estratégias que podem
fazer com que a visão inicial tome um novo fôlego,
observe o princípio, e alcance o seu fim.
1. Deus deu
“visão” ao Homem no início: “Multiplicai-vos e enchei
terra”. Génesis 1:28.
O princípio foi estabelecido! Mas entretanto algo não
correu bem e o "Visionário", Deus, enviou à terra um
perito que introduziu uma estratégia que poderia
corrigir o caminho do homem.
Jesus "relembrou"
a visão: “Ide por mundo…” Marcos 16:15 Vamos então
assumir que Jesus refrescou a visão inicial tendo em
vista o cumprimento de um plano que estava traçado desde
o princípio.
E cujo fim terá
este aspecto:
“Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão,
que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos,
povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em
presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas,
e com palmas nas mãos;” Apocalipse 7:9
Portanto, se
esta Igreja quiser uma visão bíblica e de Deus, tem que
caminhar em cima deste princípio de "visão" que Deus
estabeleceu para a sua Igreja. Quando uma Igreja tem uma
"visão" isso não quer dizer uma nova "invenção", quer
dizer que está no caminho que Deus traçou originalmente
para a humanidade.
Quer dizer
apenas que a comunidade sabe o caminho que tem que
percorrer, e usar as estratégias certas, para alcançar o
fim que esteve na origem do seu começo.
Por outras
palavras entendemos "visão" como: uma acção concreta para
alcançar um fim que foi determinado desde o princípio!
Claro que
"visão" é um tema muito vasto para partilhar e os
conceitos podem variar imenso, mas nós, como muitos
outros, temos que definir este assunto com muita clareza
para que as pessoas que nos rodeiam conheçam muito
claramente a "nossa visão".
“...Escreve a visão e torna-se bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo.” Habuque
2:2
2. Há um outro
aspecto que na visão em que queremos prosseguir não
podemos deixar para trás:
“Filho meu,
guarda as minhas palavras, e entesoura contigo os meus
mandamentos. Observa os meus mandamentos e vive; guarda
a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos
teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.”
Provérbios 7:1-3
Para cumprirmos
com a nossa visão temos que apontar permanentemente para
o princípio que se perdeu na primeira instrução, de
multiplicar e encher a terra, e que os profetas sempre
apontaram para que fosse corrigida: a observância da lei
do Senhor, atada nos dedos, para nos lembrar-mos dela
sempre e escrita no coração como se fosse numa tábua.
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O que é
preciso escrever e atar nas nossas mãos e no nosso
coração? A visão.
-
O que é que
a visão tem sempre de perseguir? A lei do Senhor no
coração do homem.
-
Para quem é
a Lei do Senhor? Para o homem, para a humanidade.
Uma visão numa
comunidade cristã tem que conter estes elementos. Isto
faz a diferença entre a Igreja e qualquer outro
projecto.
3. Agora a nossa
história.
A nossa história
no começo não foi muito brilhante. Do mesmo modo a
história de muitos movimentos e de algumas Igrejas
locais. Não nos orgulhamos disso como não esqueceremos
de quem nos desligamos para poder renascer. A história
muda quando alguma coisa inquieta o coração do homem.
Com os Reis de Israel foi assim e com os Apóstolos
também.
O que foi
motivou a nosso começo há três anos atrás?
a) Servir a
comunidade de Fernão Ferro com um outro empenho que
antes não estava a ser conseguido. Ainda não está
perfeito mas pelo menos está melhor.
Esta comunidade
agora tem uma visão local.
b) Desenvolver a
Cruz Azul e construir um centro para alcoólicos e
famílias porque isso estava constantemente a ser
dificultado. Ainda não está concluído mas pelo menos já
foi começado.
Esta comunidade
tem uma visão nacional.
c) Contribuir
para missões no estrangeiro recaindo a nossa preferência
pelo ministério Conquistadores para abençoar outras
nações, em particular a Índia. Ainda não o fazemos
plenamente mas já fizemos alguma coisa.
Esta comunidade
tem uma visão internacional.
d) Abençoar a
nação de Israel e cumprir desejo de Deus de salvar o seu
povo tornando assim a bênção da humanidade ainda muito
mais abundante. Ainda não fizemos nada mas vamos fazê-lo
com certeza.
"Ora se o
tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a
riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!"
Romanos 11:12
Esta comunidade
tem uma visão profética.
4. Não podemos
renegar os princípios que nos deram origem. O futuro tem
a sua origem num começo. Se negarmos o passado
comprometeremos o futuro.
Para refrescar
esta visão introduziremos nela progressivamente todos os
elementos estratégicos que nos permitirão chegar ao fim
que desejamos.
No próximo mês
de Setembro começaremos as nossas células.
SD_Agosto2008
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